Quatro Elementos

O eu observador – os quatro elementos e as quatro estações do ano

14 de novembro de 2017

O desenvolvimento da nossa capacidade de observar vem do nosso Eu Observador. Ele tem um papel fundamental no nosso desenvolvimento e na nossa evolução. Sem ele ficamos dando voltas em torno das mesmas questões sem nenhum progresso, não enxergando o óbvio.

Ele faz parte do nosso arsenal psíquico e é uma poderosa ferramenta no processo do autodesenvolvimento. É, por assim dizer, o primeiro dos nossos Eus que se manifesta quando iniciamos a jornada do autoconhecimento. Ele se apresenta como um querido personagem disposto a nos ajudar sempre, sem críticas, sem julgamentos, apenas registrando o que se passa no nosso interior e também o que se passa ao nosso redor.

Para começar a contatar e desenvolver nossa capacidade de observação devemos entender uma parte do nosso cérebro. Este funciona e organiza nosso pensar de duas formas distintas: uma lógica e uma outra analógica. Na parte esquerda do cérebro está contida a capacidade racional do pensar, que é totalmente identificada com a realidade física, de como as coisas funcionam. Na parte direita do cérebro temos a parte analógica, ligada à nossa capacidade de sentir, que nos oferece uma visão do oculto, daquilo que está atrás da realidade física de como as coisas são projetadas. Tal como a planta de uma casa, que, para existir fisicamente, precisa primeiro ser traduzida do mundo das ideias para o papel. Antes, no oculto, ela existe apenas no mundo das ideias. Assim, podemos perceber que tudo tem dois lados, que projeto e realidade, que luz e sombra coexistem o tempo todo. E o observador em nós tem essa qualidade de enxergar os dois lados em todas as questões e de nos revelar o caminho.

Para treinar o nosso observador, começamos com um olhar para os Quatro Elementos, que estão sempre presentes, em nós e ao redor de nós, no meio ambiente, nas quatro estações. Eles estão presentes em toda estrutura do planeta e, ao mesmo tempo, com uma acurada observação, podemos identificá-los em nós mesmos, alguns muito presentes e outros menos. Podemos dizer que eles trazem as cores da nossa paleta e influenciam o colorido na nossa vida.

Você também pode gostar de