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Ter e Ser, uma grande diferença

26 de junho de 2018

Durante a vida levamos um bom tempo para percebermos esta diferença entre o TER e o SER. Muito já ouvimos e lemos a respeito do tema. Num primeiro momento nem parece ser tão importante, porque conquistar as coisas, e desta forma, TER, nos dá uma grande satisfação, como uma espécie de prêmio, de uma etapa vencida.

Coisas como o primeiro carro, a casa própria, casamento, família, filhos, profissão, tudo são fases, são conquistas, são realizações que nos enchem de orgulho e satisfação. E é bom que seja assim, porque isto é um fator motivador que nos incentiva para seguirmos em frente com entusiasmo, para etapa seguinte para novas conquistas.

Aí existem também os pequenos mimos e agrados que buscamos no dia a dia. Estes tem a ver com uma satisfação mais imediata, e aparecem com mais destaque para percebermos nosso apego. O acúmulo destes pequenos prazeres fica muito evidente. Sua satisfação é quase efêmera, e já pensamos em substituí-los para uma nova onda de satisfação. Tudo isto vai causando um sentimento de frustração, de falta, de nunca chegarmos numa satisfação permanente, plena.

Quando começamos a olhar para nossa vida como um grande panorama, com a ajuda do nosso Observador interno descobrimos que não precisamos TER nada, precisamos simplesmente SER.

Tudo que necessitamos nos é de certa forma emprestado. Os recursos do Universo são abundantes como uma Grande Dispensa onde está tudo disponível.

Como tudo é energia é importante ter em mente, que como é tudo emprestado, precisamos ser cuidadores responsáveis pelos recursos que nos são dados, ou melhor emprestados.

Outra coisa é um fato,  a energia precisa circular. Aprendemos isto com as leis naturais onde tudo está em constante movimento, numa tentativa de equilíbrio entre os elementos, as estações, da polaridade, etc.

Então quando tentamos acumular, vamos ficando cansados, deprimidos, isto porque a energia não flui. Na verdade, não confiamos no fluxo da abundância desta Grande Dispensa do Universo. Esta funciona como uma grande reciclagem, que ao mesmo tempo em que devolvemos algo, recebemos algo em troca. Nunca ficamos sem nada. Pode ser que num determinado momento não conseguimos enxergar a utilidade ou o valor do que nos é dado. São as coisas que atraímos das quais mais precisamos. As vezes entendemos isto bem mais tarde na vida.

Então mais tarde na vida, com mais experiência e confiança, compreendemos que não precisamos possuir nada, que tudo vai ser providenciado pelo Universo.

Ao mesmo tempo fica cada vez mais claro nossa responsabilidade com aquilo que nos é emprestado, nos tornando um usuário responsável, que não é imediatista, que pensa nas futuras gerações.

Na vida pessoal vamos descartando as coisas que não necessitamos (devolvendo), nos desapegando. Não só as coisas materiais, mas também relacionamentos, situações de vida, enfim tudo o que nos serviu, agradecemos e reconhecemos a importância que teve no seu devido tempo.

Se percebe que tudo isto é um grande processo de descoberta, talvez o mais importante ensinamento do planeta Terra, por que partimos exatamente como entramos, sem nada, tudo nos foi emprestado.

Então começamos a nos sentir leves, livres, confiantes, para seguir em frente sem medo de possuir, TER, e simplesmente SER.

 

 

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