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Consciência e Evolução

9 de outubro de 2018

Eu Superior \ Eu Inferior

Tudo que se encontra ao nosso redor tem consciência, em maior ou menor grau, e está constantemente evoluindo. Algumas espécies evoluem muito devagar, enquanto outras, em estágios mais avançados, evoluem mais rapidamente.

Isto porque a vida é movimento, que faz parte e move a própria existência. Então, precisamos observar que, fazendo parte da criação, precisamos acompanhar este movimento. É lógico que cada um de nós tem o seu próprio ritmo. Este ritmo também é muito importante, respeitar o que é o tempo de cada um. Isto porque o desenvolvimento e a evolução obedecem aos princípios orgânicos da natureza.

Os princípios orgânicos não acontecem de maneira linear, mas sim têm uma natureza quântica, muitas vezes nos surpreendendo com seus “saltos”. De repente, algo que a gente já sabia que não era nenhuma novidade, compreendemos e incorporamos como conhecimento, como um ensinamento assimilado de uma hora para outra. Apenas “cai a ficha” e damos um salto, nos apropriamos do conhecimento, tomamos consciência.

Leva um bom tempo entre saber algo e incorporar este algo como um novo conceito na nossa vida. E cada um tem o seu próprio tempo.

Nesta caminhada da evolução, temos dois Eus atuando: o Eu Superior e o Eu Inferior. Estes dois personagens aceleram ou atrasam nossa evolução. Atuam de maneiras diferentes, em direções opostas. Outra vez precisamos estar atentos e observar, para podermos reconhecer quem está atuando.

Nosso Eu Superior está sempre alinhado com a EVOLUÇÃO E COM O GRANDE PLANO do qual fazemos parte. As vezes nem entendemos o que o Universo quer de nós com esta ou aquela determinada situação, mas existe um propósito. Nada é aleatório ou supérfluo no GRANDE PLANO. Sempre podemos pedir ajuda e orientação ao nosso Eu Superior. E essa ajuda não falha, mas precisamos pedir. Tal como o computador, precisamos acionar o recurso desejado. Um mantra, uma oração, podem ser de grande ajuda.

Evoluir significa se exercitar no plano mental, emocional, não é uma questão para os preguiçosos e os conformados.

Estes são presas fáceis para o Eu Inferior. Ele é uma espécie de guardião dos nossos defeitos, que não está interessado em evoluir. Ele tem um discurso próprio de que “não vale a pena”, “isto dá muito trabalho”, etc… Está associado com nossa vítima, com a preguiça, etc.

Então, de um lado está o nosso Eu Superior torcendo para que avancemos na nossa caminhada, superando os obstáculos, sempre disposto a nos ajudar.

Do outro lado está o Eu Inferior puxando nosso tapete, aliado com a involução, portanto, na contramão de toda evolução. Isto cria dentro de nós uma forte tensão, a energia não flui. No corpo físico podemos inclusive sentir tensões, ou um mal-estar, por conta desta disputa.

Então, mais uma vez, as sensações de bem-estar ou mal-estar nos dão uma boa informação sobre onde estamos na caminhada, se estamos seguindo em frente, se estamos estagnados com o freio de mão puxado ou ainda se estamos regredindo.

Outra vez nosso Eu Observador vai nos dar a dica. Quando percebemos que o Eu Inferior está no comando precisamos negociar. Ele não funciona com críticas nem com xingamentos. Precisamos fazer dele um aliado para enxergar o que dentro de nós precisa mudar ou evoluir, portanto, precisa de uma especial atenção.

Isto funciona porque dentro do seu cerne o Eu Inferior também tem um ponto luminoso, por isso todo este trabalho é possível. Mudar, transformar, evoluir é uma Lei do Universo, no mundo espiritual tudo é Luz. A Luz é nossa aliada sempre.

Para nossa evolução, precisamos de consciência que precisa ser conquistada em etapas, com vários passos. Esta consciência é permanente, faz parte nós, como direitos adquiridos, conquistados. Desta forma, nossa alma se torna mais refinada a cada negociação bem-feita, transformando o negativo para o positivo, num processo que dura toda uma vida.

 

 

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