Os nossos vários Eus

A Constelação do Eu

8 de janeiro de 2019

No processo do autodesenvolvimento é fundamental conhecermos os nossos vários EUS, estes que fazem parte de um todo maior de nós mesmos. Tal como os personagens de um palco que estão representando uma peça, cada um tem aí a sua fala e sua atuação, que está de acordo com o seu papel dentro do conteúdo da peça.

Como a peça, o cenário e o conteúdo, é o desenrolar da nossa própria vida, se trata de um processo familiar e muito dinâmico. E, por ser muito familiar, colado, fazendo parte de nós, também é muitas vezes inconsciente. O tempo todo nos confrontamos muito mais com os resultados da atuação deste ou daquele eu, e suas consequências, sem perceber como chegamos aí. Sem o conhecimento do processo, em geral não temos nenhum domínio sobre quem está atuando. Ficamos à mercê dos resultados.

Na vida, estamos atuando e dirigindo a peça ao mesmo tempo, e por isso mesmo é complicado.

Conhecer este processo também é chamado de despertar da consciência. É um processo gradual, de várias etapas, onde nosso Eu Verdadeiro emerge gradualmente. Com consciência começamos a perceber que temos escolhas, como num jogo de xadrez, mas percebemos também a responsabilidade das nossas escolhas. É preciso termos paciência, perseverança, resiliência e principalmente habilidade em negociar com o nosso ego. Este está em parceria com a mente e quer nos convencer de que “sempre foi assim, isso não dá, muito trabalho, etc.” E facilmente desistimos.

Para começar o primeiro personagem que emerge é o mais fácil de perceber: O EU OBSERVADOR. Precisamos dele e da sua valiosa colaboração durante todo o processo do despertar e do amadurecimento. Sua função é de simplesmente observar o que está acontecendo no palco da vida, sem julgar, sem tirar partido deste ou daquele. Isto porque, através desta observação, começamos a distinguir os demais personagens, os diferentes eus, sua natureza e sua função nos seus diferentes papéis.

O EU OBSERVADOR atua como um juiz imparcial, em benefício da harmonia, da conciliação, com uma compreensão de diferentes pontos de vista. Ele só observa e nos passa as informações, não julga e não toma partido, não critica, é neutro. Ele é comprometido com aquilo que é importante para o amadurecimento das diferentes almas envolvidas nesta ou naquela situação.

As grandes decisões que tomamos na vida vêm do livre arbítrio e do nosso Eu Verdadeiro. Este é quem realmente somos e está alinhado com a alma e o nosso propósito de vida.

Então, conhecer os diferentes eus nos instrumentaliza corretamente para aproveitar melhor o papel de cada um.

Sugestão de exercício:

Para iniciar o ano, escolha um tema, uma área da vida na qual você tem dificuldades. Observe quanto isso dificulta a sua vida. Não se julgue, não critique, apenas observe os resultados. Este já é seu Eu Observador atuando. Agora crie um diálogo com esta parte, este Eu Observador, peça ajuda. Faça uma escolha no sentido positivo, por exemplo, nunca use na sua intenção começando com um não e sim com uma afirmação: Eu quero fazer isto melhor, ou eu quero aprender isto ou aquilo. Escreva sua intenção no papel coloque a data, e preste atenção, observe o seu dia a dia. Você vai perceber quando estiver recorrendo ao piloto automático e fará outra escolha. Por exemplo, autovalorização: você vai perceber quando puxar o próprio tapete. Esse piloto automático que nos prejudica está sempre engatado com alguma experiência passada, com alguma conclusão do nosso lado ainda não desenvolvido.

Tenha boas descobertas em 2019, faça suas avaliações periódicas, e escolha novos desafios!

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