Os nossos vários Eus

O Eu Superior – O Eu Inferior

4 de março de 2019

De dentro da Constelação do nosso Eu, a atuação do Eu Superior e do Eu Inferior se alternam constantemente. Isso podemos identificar com a ajuda do nosso Eu Observador.

É muito importante saber quem está no comando, uma vez que os dois tem cada um, o seu papel específico.

 A saber, o Eu Superior está comprometido com a nossa evolução, com a superação dos obstáculos, dos nossos limites, portanto nos libertando, nos impulsionando para frente.

Já o Eu Inferior nada mais é do que são nossos aspectos ainda não desenvolvidos, presos às convicções errôneas, que trazemos do passado, de traumas, das memórias da nossa infância, etc. É a mochila pesada que carregamos. O pior é que igual a uma criança birrenta, o Eu Inferior se nega a evoluir, não quer crescer, culpa os outros, e assim repete os erros infinitamente, até que o Eu Superior vença essa batalha na consciência, nos liberando da corrente que carregamos pela vida afora, e nos libera na luz.

Isso também é chamado de Carma, a lei de causa e efeito.

A boa notícia é que na época em que vivemos, com o advento da psicologia, podemos a partir de uma escolha, optar por uma evolução consciente e mudar o Carma, para Dharma. Ou seja, transformar o débito em crédito, ou ainda transformar as contas a pagar em contas a receber. Isso exige disciplina, determinação, perseverança. Não é trabalho para quem continua com uma visão idealizada da vida, sustentada pelo ego, cujo grande aliado é a mente que sempre quer nos convencer, tentando nos enganar, de que é assim mesmo, somos injustiçados, etc.

E se é assim tão simples porque isso se torna a questão mais difícil na vida? Uma das razões é porque o ser humano é preguiçoso por natureza. Por isso às vezes só com o impacto de um evento externo, começamos a refletir e assim mudar. É traumático, e de repente verificamos que o tal bode expiatório não funciona mais. É preciso mudar, fazer algo a respeito, sair da zona de conforto.

É preciso tomar a vida nas próprias mãos, assumir o poder pessoal, e não delegar esse papel a quem quer que seja, a uma situação ou a uma pessoa.

Primeiro é preciso Consciência, observar os efeitos das nossas ações no nosso dia a dia. Saber quem está agindo, se é o Eu Inferior escravizando, ou o Eu Superior nos inspirando. Para isso precisamos SENTIR, e sermos honestos em relação ao que estamos sentindo.

Por exemplo raiva, ciúmes, inveja, culpa, menos valia, são manifestações do Eu Inferior. Nos dão a permissão de continuar errando.

 Enquanto o amor, o perdão, a tolerância, o reconhecimento, a compreensão, são manifestações do Eu Superior.

 Aí está talvez o maior recurso para a mudança: sermos totalmente honestos conosco. Estou com raiva sim. Porque se não formos honestos com nossos sentimentos, isso será um grande entrave para a mudança. E mesmo com um discurso convincente, “pensamento positivo”, não vai mudar nada. Estaremos nos enganando, e simplesmente andando em círculo.

A evolução, o Eu Superior, trabalha em forma de espiral, como o DNA. Onde um osbstáculo superado do passado pode se transformar em virtude do momento presente, numa constante evolução. Onde cada geração contribui para o melhoramento da geração seguinte.

O mesmo acontece no nível maior da consciência coletiva, ou no mundo, como podemos bem observar nos dias de hoje. São necessárias muitas almas comprometidas com o Eu Superior para salvar o planeta. Estas então contribuem de diferentes formas para uma mudança efetiva, primeiro a partir de uma transformação pessoal, e assim simultaneamente contribuem com a transformação planetária.     

Você também pode gostar de