Os nossos vários Eus

Ego – Super Ego

1 de abril de 2019

Num primeiro olhar, percebemos como o EGO e o SUPER EGO têm na sua base as mesmas raízes, estas que têm a sua origem dentro do humano, portanto, dentro de nós mesmos. O problema é identificar os dois e saber quem está no comando e a quem estamos obedecendo. Podemos fazer isso pedindo orientação e ajuda ao EU OBSERVADOR.

A parte com a qual costumamos nos identificar no dia a dia, é o que chamamos de EGO. Nosso ego é capaz de fazer escolhas, traçar um objetivo e trabalhar duro para alcançá-lo. É o ego que nos dá autonomia, nos faz responsáveis, ordeiros e nos torna independentes para que possamos administrar nossa vida dentro do mundo material. Mas o nosso ego pode também ser calculista, demasiadamente mental e ficar preso dentro de interesses egoístas. Por si só, o ego não tem acesso e é incapaz de gerar prazer, alegria, criatividade ou amor. Assim ele precisa estar disposto a dar passagem ao EU MAIOR para experimentar o fluir espontâneo da força da vida.

O ego adulto é composto de dois aspectos da energia: positiva que vem do Eu Superior e negativa que vem do Eu Inferior. Por si mesmo, o nosso ego não é bom nem ruim. A diferença do Eu Individual de uma pessoa ou outra, ou de uma família, ou de uma cultura para outra, simplesmente é um estágio necessário no desenvolvimento humano. Faz parte da nossa tarefa de crescimento e desenvolvimento ter um senso distinto do ego, criando as suas fronteiras e aceitando suas limitações. O poder espiritual do ego depende de com qual aspecto está alinhado o nosso aprendizado: com o Eu Superior ou com o Eu Inferior. Quando a função do nosso ego está alinhada com as energias do Eu Superior, ele vai ter a elasticidade de fazer seu trabalho quando necessário, e permitir que as energias espirituais fluam, quando estas estiverem disponíveis dentro do nosso aprendizado.

O “pequeno ego”, de certa forma, é a consciência de tudo o que somos no momento: a crença que gravita em torno dos aspectos ainda não desenvolvidos (ferida), mais a forma como estamos alinhados com nossas defesas, “aquilo que pensamos ser”, independente do que isto significa para cada um de nós.

SUPER EGO.

Quando crianças, quando nos sentimos ameaçados no nosso meio ambiente, criamos um mecanismo de defesa para sobreviver. O mesmo prevalece durante a vida com crises, que podem ser de sobrevivência, física, financeira, emocional. Porque, a cada vez que nossa energia se sente ameaçada, entramos em defesa para poder sobreviver a esta ameaça. Então, a criança toma consciência do ambiente, não importa o quanto este seja abusivo. No momento em que ela toma para si a consciência do ambiente, o Falso Eu está criado. Assim, a criança começa a se identificar com o Falso Eu, cria uma defesa, constrói uma trincheira e se separa do Eu Verdadeiro.

Então a criança vai manter “dentro” do seu muro aquilo que ela acha que é, e manter “fora”, o que ela sente ou acha ameaçador. Se o ambiente for muito ameaçador, e a raiva que ela sentir for “perigosa”, isto por ela estar em desvantagem com o adulto, vai suprimir a raiva, pensando que assim afastará o perigo. Assim ela constrói uma camada dura ao redor de toda estrutura do ego, igual a uma casca impenetrável, cuja finalidade é auto identificar e auto perpetuar a existência do Super Ego.

Dentro do cotidiano podemos identificar quando nosso Super Ego está atuando com todos os “tem que”, “o dar conta”, “o ódio de si mesmo”, e “a raiva dirigida para si mesmo”.

Com isto o Super Ego assume o controle do nosso Ego Sadio, porque começamos a nos identificar com ele, o que nos escraviza, e ele então se torna o nosso capataz. Tal como uma criança, transferimos para este funcionário supereficiente, todas as responsabilidades com as quais não queremos lidar. E, então, é ele quem toma as decisões e dá as ordens na casa, e não mais seu dono, nosso Eu Verdadeiro.

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