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Sobre o Equilíbrio

15 de fevereiro de 2020

Fazendo um exercício de analisar a vida com imparcialidade e profundidade, observamos que em linhas gerais tudo se resume a essa uma palavra: EQUILÍBRIO. É o que mantem a vida, a nossa saúde, alimenta os relacionamentos saudáveis, está por traz de todas as coisas e todas as situações.

O equilíbrio presente em uma situação, na saúde, ou num relacionamento, se traduz em bem estar, em conforto e gera alegria e satisfação.

Porque então se é algo tão simples e está ao alcance de todos, é tão difícil de alcançar e principalmente de manter: o manter-se equilibrado.

A resposta também é simples: o equilíbrio faz parte do movimento que é a VIDA. É O CAMINHO DO MEIO, O PONTO PARA ONDE SEMPRE RETORNAMOS DA POLARIDADE DOS EXTREMOS.

Observamos esse movimento também na natureza, na troca das estações do ano, no movimento das marés. Todo planeta também inspira e expira como todos os seres vivos inspiram e expiram. Tudo isso simplesmente obedecendo essa lei subjacente do equilíbrio. É ela que mantem tudo funcionando nos diferentes níveis, de diferentes formas, mantém a VIDA.

A polaridade tem um poder de permanência, tipo zona de conforto, altamente sedutora, mas na contramão, da lei do crescimento e do desenvolvimento da Vida, que é de origem espiritual. Por tanto uma Lei de Instância Superior, regida por uma entidade Onipresente em todas as coisas. 

A estagnação a falta de equilíbrio, a polarização, estão alinhadas com a morte, com o sofrimento. Simplesmente porque estão fora da LEI. Fazem parte do mecanismo desse mundo bipolar de luz e sombra. É esse mesmo equilíbrio que está por trás da lei de causa e efeito. Também equilíbrio pode ser considerado um sinônimo para Harmonia, de harmônico.

Então o ponto de partida é a nossa própria história, nosso estado de saúde, os nossos relacionamentos, é a auto-observação. Podemos até afirmar que na gangorra da vida todo começo de uma mudança está em nós mesmos. Essa é a dificuldade, por isso é difícil. É muito mais fácil observar as coisas no comportamento dos outros do que olhar para nosso próprio umbigo. Mas observar os outros é um exercício para nos vermos refletidos, como num espelho. Acontece que não gostamos do que enxergamos ali porque não condiz com a nossa imagem idealizada. Logo partimos para crítica, para o julgamento. E aí polarizamos, ficamos presos na própria armadilha.

Faz parte do movimento, primeiro OBSERVAR, o que já é um movimento em si. Isso nos proporciona a inspiração adequada para uma mudança, que depois se transforma em ação. Somos todos conduzidos amorosamente nesse processo de crescimento e desenvolvimento em alinhamento com o poder maior. Conscientes desse poder de mudança dentro de cada um e dentro de cada célula nos chegam as ferramentas para as mudanças necessárias…

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