Sobre Elsbeth

Nasci em Blumenau no dia 25 de julho de 1941, sendo a filha mais nova entre três irmãos.

Minha mãe era uma mulher forte, corajosa, determinada, apaixonada pelas flores e pelo seu jardim.

Meu pai era estudioso, tinha muitos livros, lia muito, tocava órgão e na sua época já era praticante do autoconhecimento.

Eu queria estudar, fazer faculdade, mas meu pai não permitiu, pois na época não era usual para as mulheres.

Então, para lidar com a frustração, mas também apaixonada, casei cedo aos dezenove anos. Do casamento com o Romeu, tivemos quatro filhos muito amados. Aos 26 anos eu era mãe de quatro crianças loiras e lindas. Hoje tenho quatro netos e também dois bisnetos encantadores.

Em 1973, então com 32 anos, abri a minha própria loja de flores, a Blumenhaus Floricultura. Era uma inovação na época, quando o papel da mulher ainda se resumia a cuidar da casa e dos filhos.

Assim, esta foi uma iniciativa pioneira que muito me realizou, pois, além de bastante trabalho, me trouxe grandes conquistas e muitas satisfações. Eu trabalhava rodeada pela beleza das flores e era também apaixonada pelos meus clientes que confiavam na proposta que fazia o empreendimento florescer.

Nos 21 anos de atividades com as flores fui desenvolvendo uma grande sensibilidade para com a natureza e com o mundo da energia.

Quando tinha 42 anos, em 1983, Blumenau sofreu uma enchente que modificaria a vida de muitas pessoas. Foi o caso da nossa família, pois tivemos a casa totalmente coberta pelas águas. Ficamos morando na casa de parentes por três anos, até que nossa nova moradia fosse reconstruída no morro, livre das enchentes.

Com isso tudo eu adoeci, e, numa peregrinação em busca de tratamentos alternativos, fui entrando em contato com um mundo novo, desconhecido para mim até então, que despertou o meu lado terapeuta.

A partir de então, durante 10 anos, foram se revelando para mim novos panoramas, uma nova realidade que eu queria compartilhar com as pessoas.

Assim, em 1993, eu então com 52 anos, fundei o Anahata Instituto de Autodesenvolvimento, no local que antes era a casa de nossa família, em Blumenau. Muitas pessoas apoiaram o projeto, trazendo-o para o plano físico. O que era um sonho ao longo de 10 anos se tornou uma realidade concreta.

Aquela foi também uma iniciativa pioneira para Blumenau, onde este tipo de conhecimento era algo inusitado.

Em 1995, fui estudar na Barbara Brennan School of Healing, nos Estados Unidos, onde cursei uma formação de quatro anos que completou meus conhecimentos já adquiridos como terapeuta. Aqui no Brasil eu já havia realizado o Curso Básico de Medicina Antroposófica e muitos outros, sempre com o intuito de ampliar o conhecimento.

Depois de 18 anos da existência do Anahata, em 2011, veio uma nova enchente que atingiu as instalações do instituto e levou à modificação da forma e da estrutura do trabalho. A partir de 2012, a estrutura se dividiu e se tornou uma organização mais ágil. Uma parte – o Conhecimento – foi para o Portal Papillon na internet, onde 12 terapeutas com diferentes abordagens de cura e autodesenvolvimento apresentam seus conteúdos e informações sobre seus atendimentos.

A prática, o local, a estrutura física ficou no mesmo endereço, agora denominado Jardim do Anahata. Esta nova proposta abriga os mesmos trabalhos de autodesenvolvimento, mas com um modelo de organização descentralizado, em que o espaço de trabalho é compartilhado.

Em 2016, ocorreu o lançamento do livro “PLANTANDO UM JARDIM”, o qual conta a história deste lugar, sua Origem, as Transformações e sua Metamorfose. Você pode acessar esta história.

O JARDIM DO ANAHATA – como personagem

O Jardim do Anahata data da década de 1970. No começo, era só um terreno onde havia uma brotação de água e uma grande parte de Mata Atlântica preservada.

Com a dedicação de vários jardineiros, este pedacinho de terra foi se transformando em um lindo jardim. Sempre contou com a dedicação de Elsbeth Willecke, que, além de amar o jardim e as flores, nunca deixou de acreditar no poder de transformação da natureza, no ciclo das estações, no tempo das coisas …

Assim, o Jardim seguiu sua trajetória, mas passando por provações como as enchentes, que o deixaram submerso por mais de 10 dias. No rastro da enchente ficou a lama que modificou o desenho do Jardim.

Toda esta história foi uma profunda reflexão para este pedacinho de terra. O que o Universo estava planejando com a destruição?

Depois de um longo silêncio, o Jardim foi se revelando como um lugar de acolhimento e dedicação para um trabalho voltado para o desenvolvimento de pessoas. Para serem elas mesmas.

Então, ao longo de 28 anos, foi o grande protagonista da gestação, do nascimento, do desenvolvimento e das sucessivas transformações do Anahata Instituto de Autodesenvolvimento.

Em 2011, veio uma nova enchente que marcou o término de uma etapa do trabalho, para uma mudança, uma nova metamorfose.

Mas qual seria a nova forma? O Jardim agora forte, adulto, com sua sabedoria, foi sinalizando o novo formato de trabalho, que segue com o mesmo foco, o mesmo norte. O Jardim é a grande e silenciosa testemunha dos inúmeros trabalhos realizados no seu território, apoiando, dando chão, inspirando as pessoas que por ali passam a serem pessoas melhores, inteiras, mais completas.